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FLÚOR: AÇÃO PREVENTIVA DE CÁRIES E SEU USO ODONTOLÓGICO.

Pesquisas recentes mostram que todos podem se beneficiar com o uso de flúor. Especialistas costumavam achar que o flúor funcionava principalmente por fortalecer os dentes enquanto esses estavam ainda em desenvolvimento. Isso significava que as crianças eram o foco dos esforços de fluoretação. Hoje, estudos mostram que o flúor tópico – aquele presente em cremes dentais, enxaguatórios bucais e tratamentos com flúor – ajuda a prevenir o aparecimento de cáries em pessoas de todas as idades.

Flúor, onde encontrá-lo?


Fluoretação Pública
A fluoretação das águas é uma tecnologia de Saúde Pública recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), pelo Ministério da Saúde e por todas as entidades odontológicas e de saúde coletiva do Brasil. Sua utilização nas principais cidades brasileiras vem sendo considerada fator decisivo para o declínio observado na prevalência de cárie nessas localidades. Contudo, nas regiões Norte e Nordeste a maioria da população, inclusive das capitais estaduais, não têm acesso a esse benefício. Nesses locais, e mesmo em pequenos municípios do interior das regiões Sul e Sudeste, os níveis de cárie são mais elevados quando comparados com cidades providas do benefício da fluoretação da água.
O flúor, veiculado pela água, é absorvido pelo organismo e exerce efeito preventivo local. Isso não decorre somente da “passagem” do flúor pela cavidade oral e pelos dentes no momento da ingestão da água fluoretada ou sucos e alimentos preparados com ela, mas também pela presença do flúor na saliva. É esta saliva contendo flúor que protege os dentes contra a doença, pois ela adquire um efeito bacteriostático, impedindo, ao menos parcialmente, a multiplicação dos microorganismos que causam a cárie.
A fluoretação é a medida preventiva da cárie dentária de melhor custo-benefício (Frias 2006). Manter um indivíduo beneficiado por água fluoretada durante toda a sua vida custa o equivalente à metade do custo de uma restauração dentária.

Flúor em Dentifrícios:
A efetividade da remoção de placa bacteriana é 70% maior quando se usa dentifrício. Além disso, a formação de uma nova placa é reduzida em 45% com o uso do creme dental. Embora o dentifrício não seja indispensável para a remoção de placa, tem-se comprovado sua importância para garantir a limpeza e o polimento dental.
A quantidade de pasta tem relevância quando se trata de crianças com menos de 6 anos, que podem ingerir dentifrício involuntariamente ao escovar os dentes. Nesses casos, uma quantidade pequena deve ser usada para reduzir a ingestão de flúor.
A adição de uma ou outra forma de flúor na pasta (as mais comuns são o NaF e o MFP ) varia de acordo com o tipo de abrasivo que esta contém. Não se recomenda o uso de cremes dentais com concentração de flúor abaixo de 1000 ppm, pois a sua eficiência ainda não está comprovada (a faixa de 1000-1500 ppm é a ideal ).

Aplicação Tópica de Flúor no consultório:
O Flúor dinamicamente importante é aquele presente constantemente na cavidade bucal, participando do processo de cárie e agindo diretamente nos fenômenos de desmineralização e remineralização.
Deste modo, o Flúor age melhor reduzindo a solubilidade do esmalte por sua simples ação dinâmica no meio líquido (fluido da placa e esmalte) a nível da lesão de cárie do que pela sua posição estática incorporado em concentração não significativa no esmalte. É o que ocorre quando ingere-se açúcar e atinge-se na placa dental um pH menor que 5,5.

Aplicação em consultório:
Inicialmente os dentes eram limpos com pasta de pedra-pomes e a solução era aplicada aos dentes durante três minutos. A aplicação, mas não a limpeza com pedra-pomes, era repetida a intervalos semanais até um total de quatro aplicações aos três, sete, onze e treze anos.
Esta seqüência de aplicação foi utilizada mais amplamente em programas de saúde pública do que na prática privada.
Atualmente, o tratamento com flúor no consultório consiste na aplicação de fluoreto na forma de solução ou gel. O produto a base de fluoreto de fosfato acidulado favorece maior formação de CaF2 no dente, que funciona como um reservatório de fluoreto, liberando o íon para o meio bucal para interferir com o processo de cárie .


Flúor em Colutórios:
Soluções fluoretadas para bochecho diário, como a solução de NaF a 0,05% (225 ppm F – ), também têm comprovada evidência científica de ação anticárie.
O uso dos enxaguatórios bucais tem sido cada vez mais pesquisado e seu efeito coadjuvante na remoção do biofilme dental tem sido estudado em alguns ensaios clínicos.
A utilização de colutórios com bactericidas, como é o caso da clorexidina e do triclozam, podem controlar a placa e reduzir as bactérias na cavidade oral (REIS, MELO, 2003).
Entre os compostos ativos mais utilizados em antisépticos bucais temos a clorexidina, cloreto de cetilpiridíneo e triclosan, além de óleos essenciais.
O enxaguatório que apresenta o maior histórico de uso é composto por solução hidroalcoólica dos óleos essenciais timol, mentol e eucaliptol (BUGNO et al.,2006).
Para se obter ação antiplaca, o agente enxaguatório antimicrobiano deve: reduzir a adesividade das bactérias à superfície dental, inibir o crescimento e proliferação dos microrganismos, inibir a formação da matriz intercelular da placa, modificar a bioquímica bacteriana para reduzir a formação de produtos citotóxicos e modificar a ecologia do biofilme para desenvolvimento de uma flora menos patogênica, por isso a ação mecânica nunca deve ser descartada. (MOREIRA et al., 2001).

 

IMPORTANTE:
• Focar medidas preventivas no uso isolado de F-, sem um controle dos demais fatores necessários para que a doença cárie se desenvolva, não é suficiente, uma vez que isoladamente o fluoreto não impede o desenvolvimento de cárie
• O fluoreto tem efeito preventivo de cárie não só em crianças, mas também nos adultos.
• As lesões de cáries podem ser paralisadas pela aplicação tópica (local) de flúor. Os fluoretos aumentam a tendência de remineralização dos dentes. Fortalecem o esmalte, reduzindo sua solubilidade em meio ácido.
• Os fluoretos têm efeito antimicrobiano, reduzindo a capacidade da placa bacteriana para produzir ácido. As bactérias existentes em cáries profundas e gengivas inflamadas podem formar focos infecciosos nas raízes dos dentes, que podem levar a formação de lesões locais ou penetram na circulação sanguínea criando focos em outros locais do corpo.
• Uma descoberta da “Associação Americana para o Progresso da Ciência”, em 1998, revela que as bactérias quando caem na circulação sanguínea podem levar à formação de coágulos, que são a principal origem de ataques cardíacos e derrames.
Bibliografia:
• Dentística, procedimentos preventivos e restauradores; Baratieri, Luiz N. / et al. 2º edição; Santos, Livraria Editora.
• Farmacologia e Terapêutica para Dentistas; Jonh A. Yagiela, Enid A. Neilde, Frank J. Dowd; quarta edição; Guanabara Koogan; 1998.
• Vitor Gomes Pinto; Saúde Bucal Coletica; 4º edição; Santos, livraria editora; 2000.
• Ministério da Saúde. Guia de recomendações para o uso de fluoretos no Brasil
• Odonto Magazine – Janeiro 2014
• Saúde Vida Online

 

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